Empréstimo para Negativados! Essa Pode Não Ser a Solução das Dívidas

Há inúmeras empresas oferecendo empréstimo para negativados, mas o problema não está no empréstimo em si, mas na forma como está sendo feito.

Negativados, sem entendimento das taxas de juros cobradas, quando fazem empréstimos, acabam aceitando propostas absurdas, como saídas para conseguir amenizar seus endividamentos ou quitarem suas dívidas.

Pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e também pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que 15% dos brasileiros que estão inadimplentes ou que já estiveram nessa situação nos últimos 12 meses já fizeram empréstimo com empresas que fornecem crédito aos negativados (nome sujo).

O mais assombroso é que esse número aumenta na parcela dos endividados que possuem 55 anos ou mais (23%).

Sete em cada 10 negativados 75% que escolheram esse tipo de crédito constataram não terem resolvido sua situação financeira. Destes 26% continuaram inadimplentes e ainda precisam pagar as parcelas do empréstimo solicitado – este índice é elevado para 37% quando vamos para o gênero feminino.

Os motivos para solicitação de empréstimo para negativados são variados, como por exemplo, não ter conseguido crédito em bancos tradicionais 30% e também por não ter conseguido outra maneira para quitar as dívidas 25%.

A pesquisa também revela que 55% pesquisaram taxas de juros cobradas e características em outras linhas de crédito, antes de solicitar o empréstimo para quem possui nome sujo.

O objetivo da solicitação do empréstimo:

29% dos entrevistados, pagamento total das dívidas.

18% pagamento total das dívidas atrasadas e adquirir itens que necessitavam

Como consideraram a solicitação de empréstimos, difícil ou fácil.

Neste quesito as respostas foram divididas.

35% acharam fácil

35% consideraram difícil.

Como quem estava atendendo, passou informações importantes (taxas, prazos e condições)

A pesquisa também revelou que as informações dadas pelo especialista em crédito na solicitação dos empréstimos e também na contratação são mais voltadas ao montante (C+J), ou seja, no valor total do dinheiro liberado, com os juros embutidos, neste quesito ficou em 81% dos casos, seguido pelo valor máximo das parcelas 74% e também formas de pagamento (74%).   O valor dos juros na operação foi dado em 60% das vezes.

“As taxas de juros podem agravar ainda mais o problema. Em alguns casos, elas chegam a ser maiores até mesmo do que aquelas cobradas pelo atraso no pagamento de outras modalidades de empréstimo como o cartão de crédito e o cheque especial”, explica chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Hoje as principais formas de pagamento podem ser divididas da seguinte forma:

Desconto em folha (28%)

Carnês ou crediário (25%)

Débito automático (25%).

Dos pagamentos nas operações para negativados

72% dos casos, afirmam estar com as parcelas de empréstimo em dia.

25% já se encontram em atraso, dentre esses 44% atrasaram em virtude da queda na renda familiar.

 

Como essas financeiras entraram em contato com os negativados

Distribuição de panfletos (27%),

Internet (20%)

Anúncios na televisão, jornais e revistas (18%).

Sete em cada 10 entrevistados fizeram o empréstimo no local da solicitação, ou seja, diretamente nas empresas (73%).

Outros optaram pela forma online 23% fizeram diretamente pela internet.

 

 

Dicas do Nosso Consultor Financeiro para os  que Possuem Dívidas Bancárias e no Comércio

“O empréstimo para negativados se tornou a salvaguarda para muitas pessoas, pois quem possui o nome sujo na praça dificilmente consegue um empréstimo facilmente, onde essas empresas conseguem adentrar. Mesmo o estudo revelando que grande parte das pessoas paga rigorosamente em dia, mesmo assim são punidas com as altas taxas de juros cobradas.

Independente da situação, devemos lembrar-nos de primeiramente tentar negociar as dívidas. Não havendo êxito, pode ser tentado um refinanciamento de bens móveis e imóveis, pois as taxas de juros nos empréstimos com garantia tendem a ser menores que os demais.

Por fim, enfrentar o problema, sem deixar ele de lado, pois a situação pode vir a piorar, mas deve ser feito é um planejamento para que no final consiga sair do sufoco que aflige boa parte da nação.”

Anderson Paprocki (Gestor Financeiro)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *